POLÊMICAS MANCHAM A IMAGEM DOS VEREADORES DE BELO HORIZONTE

DSCN0728Quando se fala na Câmara Municipal de Belo Horizonte, os assuntos mais comentados são: acusações de recebimento de propina, vereador despachando de cueca, leis que pouco beneficiam o cidadão e aumento de salários. Tudo isto vem minando a credibilidade do poder legislativo municipal e fazendo com que ela fique a cada dia pior, na avaliação da população.
Alguns vereadores acham que boa parte da imprensa é responsável pela má fama da casa: ela só divulga escândalos e assuntos polêmicos. Ao mesmo tempo eles se complicam quando tentam explicar assuntos como o polêmico aumento de 61,8% dos salários vetado pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Muitos que votaram a favor do aumento, mudaram de opinião, depois de vários protestos nas ruas de BH e em redes sociais como Twitter e Facebook.
O eleitor da capital mineira tem como representantes: oitos advogados, seis professores, cinco pastores, quatro comerciantes, dois empresários, um engenheiro, um radialista, dois jornalistas, dois motoristas do transporte público e privado, um médico e dois representantes da policia. Ao todo são 41 vereadores, dos quais cerca de 17 estão no seu primeiro mandato; alguns deles entraram nas vagas de vereadores que deixaram o cargo, por suspeitas de corrupção e outros por terem tornado-se secretários, deputados estaduais e federais.
Ao todo seis ex-vereadores são deputados estaduais, Luiza Ferreira, João Vitor Xavier, Paulo Lamac, Anselmo Domingues, pastor Carlos Henrique e Fred Costas. O ex-vereador Luis Tibé se tornou deputado federal.

Projetos

Um problema visto pela população é a falta de projetos que sejam realmente de interesse público. Tanto os novos vereadores, quanto os mais antigos, não conseguem perceber e criar alternativas para as principais demandas da cidade, como: educação, trânsito, transporte, infraestrutura, saúde, emprego e outras necessidades. O que vem acontecendo na Câmara são projetos de lei que visam homenagear pessoas ou determinados setores privados.
No ano de 2011, foram aprovados 492 projetos de lei. O presidente da Câmara Municipal, o vereador Léo Burguês disse que esse é um dos principais problemas da casa. Já que, devido ao grande número de projetos, os vereadores não conseguem fiscalizar se a lei está sendo realmente cumprida.
Segundo o vereador Tarcísio Caixeta, uma lei que avaliou como sendo de grande importância em seu terceiro mandato, foi a Medalha Dona Helena Greco. “Estou apenas em meu terceiro mandato, não deu tempo para criar grandes projetos para beneficiar boa parte da população”, afirmou Caixeta.
As propostas dos vereadores surgem em decorrência idéias dos parlamentares, de assessores, ou sugestões de empresas, parte da população e setores específicos. Os meios utilizados para o recebimento de sugestões são geralmente o e-mail, telefone, redes sociais, assessoria da Câmara Municipal e gabinetes.

Nos bastidores da Câmara Municipal de Belo Horizonte

VereadEm muitas idas e vindas à Câmara Municipal foi possível observar que na maioria das vezes, nenhum vereador tem a coragem de se colocar contra um determinado Projeto de Lei. Muitas às vezes, nem sabem o que estão votando. Parece um joguinho e que, naquele momento, todos são amigos. Mas quando querem prejudicar determinado colega de bancada, alguns vereadores se retiram do plenário, desta forma impossibilitando a votação.

No dia em que deveriam estar presentes para votar Projetos de lei, apenas 33 vereadores estavam na Câmara Municipal. Alguns vereadores que faltaram na plenária, informaram que estavam em solenidades.

O mais impressionante são os jogos de cena que acontecem no plenário, os mesmos vereadores coligados ao poder Executivo, derrubam os seus vetos. As más línguas dizem: trata-se de rejeição, porque o prefeito não aprovou o aumento de salário dos vereadores.

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